Plano Comercial e Diagnóstico
Como sair do improviso, identificar gargalos reais e construir uma máquina de vendas previsível
Introdução — Por que empresas que já vendem continuam inseguras sobre o futuro
Uma empresa não precisa estar desorganizada para ter problemas comerciais.
Na verdade, as maiores ineficiências aparecem justamente quando a empresa começa a crescer.
É comum encontrar negócios que:
- vendem todos os meses
- têm equipe comercial
- possuem CRM implantado
- investem em marketing
- fazem reuniões de vendas
E, ainda assim:
- não sabem exatamente por que fecham (ou perdem) negócios
- não confiam no forecast
- sentem que dependem demais de pessoas específicas
- não conseguem escalar sem aumentar risco
- vivem em ciclos de “bons meses” e “meses ruins”
O problema não é falta de esforço.
É ausência de diagnóstico real e plano comercial executável.
Diagnóstico sem plano é relatório morto.
Empresas maduras precisam dos dois — conectados.
1. O que é (e o que não é) um diagnóstico comercial
Diagnóstico comercial NÃO é:
- reunião de opinião
- feeling do gestor
- análise superficial de números
- relatório genérico de consultoria
Diagnóstico comercial É:
- um raio-x completo da operação de vendas
- uma análise baseada em dados, processo e comportamento
- a identificação clara de gargalos, desperdícios e riscos
- a base para decisões estratégicas
Sem diagnóstico, qualquer plano vira narrativa bonita sem sustentação.
1.1 Por que gestores erram ao “pular” o diagnóstico
Empresas maduras costumam errar por pressa.
- “Já sabemos onde está o problema”
- “Não precisamos de diagnóstico, precisamos vender”
- “Vamos ajustar no caminho”
- investimento no lugar errado
- cobrança no ponto errado
- desgaste do time
- repetição dos mesmos erros
1.2 Diagnóstico não é só sobre vendas
- posicionamento
- proposta de valor
- ICP real vs ICP desejado
- processo de vendas
- uso do CRM
- comportamento do time
- integração com marketing
- governança e rituais
Venda é sistema, não etapa isolada.
2. O que um diagnóstico comercial precisa analisar em empresas maduras
2.1 Diagnóstico de posicionamento e ICP
Para quem estamos vendendo, de verdade?
- quem fecha mais rápido
- quem gera mais margem
- quem dá menos retrabalho
- quem tem maior lifetime value
Sem isso, o plano comercial nasce errado.
2.2 Diagnóstico da proposta de valor
- clareza da mensagem
- alinhamento entre marketing e vendas
- diferenciação real
- aderência à dor do cliente
Muitas empresas perdem venda não por preço, mas por confusão.
2.3 Diagnóstico do processo comercial real
- como o lead entra
- quem atende
- como é qualificado
- quando vira oportunidade
- como avança
- onde trava
- como fecha
- como é perdido
Sem romantização. Sem “como deveria ser”.
2.4 Diagnóstico do uso do CRM
- qualidade dos dados
- consistência do funil
- confiabilidade do pipeline
- uso em reuniões
- dependência de controles paralelos
CRM mal usado falseia toda a gestão.
2.5 Diagnóstico de pessoas e comportamento
- postura dos vendedores
- maturidade consultiva
- disciplina de follow-up
- gestão do tempo
- relação com metas
- papel da liderança
2.6 Diagnóstico de métricas e gestão
- quais KPIs são usados
- como são analisados
- se geram decisão
- se geram ação
3. O plano comercial: da estratégia à execução
Plano comercial NÃO é:
- planilha de metas
- apresentação bonita
- lista de intenções
Plano comercial É:
- guia de execução
- direcionador do time
- referência de decisão
- base de cobrança justa
3.1 Definição de objetivos realistas
- quanto queremos vender
- em quanto tempo
- com que recursos
- com que risco
3.2 Estratégia por canal
- quais canais fazem sentido
- papel de cada canal
- integração entre eles
Exemplo:
- LinkedIn como relacionamento
- marketing como geração
- outbound como aceleração
- CRM como gestão
3.3 Estrutura do funil e critérios claros
- etapas do funil
- critérios de avanço
- critérios de perda
- responsabilidades
3.4 Playbook comercial como pilar
- abordagem
- perguntas-chave
- scripts
- objeções
- próximos passos
3.5 Capacidade do time
- número de vendedores
- maturidade do time
- carga operacional
- suporte disponível
4. Governança comercial: onde o plano vive ou morre
- reunião semanal de pipeline
- revisão de métricas
- análise de perdas
- coaching individual
4.2 CRM como base da governança
- com CRM aberto
- com dados reais
- sem planilhas paralelas
4.3 Ajustes contínuos
- revisam hipóteses
- ajustam mensagem
- mudam foco de canal
- refinam ICP
5. Diagnóstico e plano por segmento (visão executiva)
Indústrias
- ciclos longos
- múltiplos decisores
- peso técnico
Clínicas
- volume alto
- sensibilidade emocional
- jornada longa
Advocacia
- relacionamento
- ética
- longo prazo
6. O maior erro: confundir ação com estratégia
- mais marketing
- mais cobrança
- mais ferramentas
Plano dá direção.
Para quem este modelo NÃO é indicado
- empresas sem time
- negócios improvisados
- quem busca fórmula mágica
- quem não quer mudar processo
Conclusão — Previsibilidade não nasce do esforço, nasce do método
- sabem onde estão
- sabem onde perdem
- sabem onde investir
- sabem o que cobrar
Isso não vem de talento individual.
Vem de diagnóstico bem feito + plano bem executado.
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